A demissão

Não fomos educados para perder. Cada vez mais, as famílias estão preocupadas em evitar que seus filhos passem por frustrações. Queremos tudo, menos que nossas crianças sofram. Boas notas, passar de ano, entrar na melhor faculdade, conseguir o primeiro emprego, ser feliz no amor… e então aparece a definitiva lição: uma demissão.

Aos poucos, as universidades estão cuidando de formar os alunos nas disciplinas que cuidam de questões cotidianas envolvidas no relacionamento interpessoal. Mas encarar uma demissão é uma das experiências mais duras a que um profissional pode ser submetido. Aprender com ela é uma oportunidade para dar uma guinada em sua carreira.

Somente aqueles que passaram por essa experiência podem entender como uma pessoa se sente naquela ocasião. Se não detectada com antecedência, as reações mais comuns para uma demissão são:

“Não pode ser! Não pode ser verdade!”
A primeira reação é muito negativa. A pessoa talvez não esteja emocionalmente preparada para conversar sobre a sua situação, e não deve ser forçada a fazê-lo. É como se o chão fosse tirado sob os seus pés e a expectativa é que o mensageiro, como num passe de mágica, diga que tudo não passa de uma brincadeira de mau gosto.

“Mas que injustiça!”
A pessoa demitida troca o sentimento de incredulidade por ira e ressentimento. “Por que eu? Por que não acontece com aquele meu colega incompetente? Que injustiça”. É hora de culpar o outro: o chefe, o colega, o vizinho, a família… É o auge da frustração. Cuidado para não dizer coisas das quais pode se arrepender no futuro.

“Eu poderia ter feito diferente…”
Decepção. Depois de desviar o foco para os outros, o demitido olha no espelho e se sente triste com ele mesmo. A sensação de incapacidade se mistura com impotência. O profissional faz um rápido balanço e lista uma série de atitudes que poderia ter tomado. Está arrependido.

Esta é momento chave entre adotar uma reação positiva ou negativa frente a todo o processo que envolve a demissão e a chance de ressurgimento. Aqui o profissional aprende a grande lição, ou sucumbe. A reação determinará qual a capacidade que a pessoa tem de transformar o limão em limonada.

Conheço muitos profissionais que reconstruíram de forma bem-sucedida suas carreiras após um episódio como este. A demissão expõe a pessoa a uma nova realidade, tirando-a de uma suposta zona de conforto. Muitas vezes é a oportunidde forçada de testar coisas e vivenciar experiência que só o cenário instável permite.

“Eu aprendi a lição”
Olhar a demissão como uma experiência positiva não é fácil, mas é principal passo para que os ensinamentos possam ser aplicados no desenvolvimento futuro da carreira. A demissão inesperada é a oportunidade para uma reavaliação da vida profissional e deve ser encarada como uma passagem.

E para não ser surpreendido por uma demissão:

  1. Duvide permanentemente de sua estabilidade. Mesmo que se sinta bem e valorizado, não deixe de ter um olhar crítico sobre tudo que o envolve;
  2. Construa um plano B: faça muitos contatos, participe de associações, amplie sua rede e se desenvolva sempre;
  3. Seja mais conhecido dentro da empresa. O chefe do seu chefe sabe seu nome? E o chefe dele? Transitar bem em áreas clientes também é importante;
  4. Peça sempre a avaliação que seu chefe tem de seu trabalho. Não garante a empregabilidade, mas dá boas indicações se  a sua batata está assando.

Otimismo e bom humor podem ajudar a superar as tormentas. Respire fundo e siga para frente.

Fonte: Época Negócios

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