Um manual sobre filhos

Um novo livro explica de modo prático como lidar com as manhas e teimosias infantis

A cena é clássica. No meio do shopping, a criança se joga no chão. Grita e se bate num ataque de chilique incontrolável. Todo mundo olha, enquanto os pais sorriem sem graça com a cena do pequeno monstro esbravejante. O que fazer numa situação como essa? E quando a criança não quer comer? Nem dormir? Uma piada recorrente diz que é bom ter filhos, o problema é que eles não vêm com manual de instrução. Agora eles vêm.

Filhos: manual de instruções, da filósofa e educadora Tania Zagury, tenta reunir os conselhos práticos para lidar com as dúvidas e com os problemas diários que fazem os próprios pais ficarem à beira de um chilique.

“A criança não é como um aparelho, que se você apertar um botão ele faz isso ou aquilo. Mas, se você agir de maneira correta, vai ver que aquela pessoinha se comporta como se tivesse um botão de liga e desliga”, diz Tania, autora de 21 livros, entre eles Limites sem trauma, com 600 mil exemplares vendidos.


Seu novo livro é prático, bem prático. Está dividido em nove problemas – e possíveis soluções para lidar com aquelas personalidades ainda incipientes e já imperativas. Estão lá sugestões sobre como fazer o filho comer bem, como conter as agressões dele e como fazer seu filho estudar, entre outros. Antes de cada tema, Tania analisa e explica por que as crianças se comportam de forma errada. A comida, por exemplo, é supervalorizada pelos pais, como maneira de compensação. Isso parece ser um resquício do período de amamentação. Pais que passam muito tempo longe dos filhos tendem a supervalorizar a comida, acreditando, assim, que estão cuidando melhor. A criança percebe isso e usa a alimentação para chantagear. O segredo é fazer seu filho achar que você não liga tanto assim para isso. Não comeu? Recolha a comida e sirva só no horário seguinte, quando o pequeno certamente estará faminto. “A fome é o melhor tempero”, escreve a autora, citando sua avó.

No decorrer do livro, o leitor vai descobrindo que a falha não está nos filhos. “Os pais querem que as crianças durmam na hora certa, mas as levam para o shopping e chegam em casa tarde da noite, alteram a rotina”, diz Tania. “Os pais de hoje não estão dispostos a tanto sacrifícios, como os do passado.” Isso faz falta. Com o manual na mão, a sensação que se tem é que o “defeito” não é do produto, a criança. É do fabricante.

Para conhecer um pouco do manual acesse: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI223057-15201,00.html

Fonte: Época

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