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Painel do site nas ruas de Nova York. “A vida é curta. Tenha um caso”, diz o anúncio

CONVITE EXPLÍCITO

Painel do site nas ruas de Nova York. “A vida é curta. Tenha um caso”, diz o anúncio

Em setembro  a infidelidade virtual deverá ficar mais fácil. O Ashley Madison, o mais bem-sucedido site internacional de relacionamentos extraconjugais, (é isso mesmo site para se conseguir amantes) promete lançar sua versão brasileira (ashleymadison.com.br).

E o site ainda vem com um simples e direto slogan  “A vida é curta. Tenha um caso”

“Queremos oferecer um ambiente para quem for casado poder encontrar parceiros na mesma situação e ser aberto e honesto sobre o que está procurando”, disse o empresário canadense Noel Biderman, fundador do Ashley Madison, em entrevista a ÉPOCA.

Criado em 2002 em Toronto, no Canadá, o Ashley Madison tornou-se uma espécie de meca digital do adultério. Hoje, segundo Biderman, está presente em dez países, sem contar a Espanha, onde deverá ser lançado em maio. De acordo com ele, há 8,7 milhões de usuários em todo o mundo – 6,8 milhões só nos Estados Unidos (leia o quadro ao lado). Em 2009, o site lançou aplicativos para iPhone e BlackBerry, que permitem acessar o serviço pelo celular sem deixar pistas eletrônicas para mulheres e maridos desconfiados.

Como nos sites convencionais de namoro, o Ashley Madison oferece aos usuários perfis personalizados, com suas preferências sexuais, conversas on-line e troca de mensagens. Eles não pagam nada para preencher seus perfis no site e navegar pelos perfis alheios. Só pagam para enviar as primeiras mensagens a quem lhes interessar. As demais mensagens ao mesmo usuário são gratuitas. Lá fora, o site vende um pacote de créditos que pode ser usado para contatar até 20 pessoas por US$ 49. No Brasil, o preço ainda não está definido. É um sistema que os americanos chamam de pay as you play (pague à medida que se divertir). Apesar de ser voltado para os casados, não há nenhuma barreira a solteiros que queiram se relacionar com alguém casado.“Muitas mulheres que se cadastram no site se dão conta de que nem precisarão comprar os créditos e poderão encontrar seus próximos amantes de graça”, diz Biderman. “Os homens é que vão comprar e estabelecer a comunicação.”

Graças ao interesse que o assunto desperta nos países em que o site atua, Biderman – que afirma viver bem com sua mulher, com quem tem dois.

Biderman espera alcançar no Brasil o mesmo sucesso obtido no exterior. Ele pretende amealhar de 2 milhões a 3 milhões de usuários no país em um ou dois anos. Se essa expectativa se confirmar, o Brasil ocupará o terceiro lugar no ranking global de usuários do site, atrás apenas dos EUA e da Alemanha. “O Brasil é um dos países mais infiéis do planeta”, afirma.

Para sustentar sua afirmação, ele cita uma pesquisa realizada em 24 cidades de dez países pela jornalista americana Pamela Druckerman. Ela se interessou pelo tema da infidelidade quando morou no Brasil na década passada, como correspondente do Wall Street Journal, a bíblia financeira americana, e diz que, na época, foi muito cortejada por homens casados. A pesquisa, mencionada em seu livro Na ponta da língua (Editora Record), lançado em 2008, revela que, no Brasil, 12% dos homens afirmam ser infiéis, um dos índices mais altos do mundo. Nos EUA, são 3,9%. Na França, 3,8%.

Biderman afirma que para os homens há muitos serviços de relacionamento extraconjugal, como garotas de programa, acompanhantes e casas de massagem. Para as mulheres, a possibilidade de encontrar uma compensação para a afeição e a intimidade não correspondidas é menor. Por isso, ele procura centrar o marketing do site no público feminino. “Se as mulheres puderem fazer isso de forma discreta, sem ser descobertas ou sem ter de se envolver com um amigo ou alguém do trabalho, elas vêm correndo”, diz. “Quando os homens descobrem onde as mulheres estão, eles vêm correndo também.”

Muitas vezes, Biderman é acusado de estimular o adultério, promover a promiscuidade e construir um negócio em cima de corações partidos. Recentemente, a Fox, uma das maiores redes de TV americanas, recusou-se a aceitar um comercial do site que deveria ser veiculado durante um jogo do Super Bowl, a liga do futebol americano, sob a alegação de que era “inadequado” ao público. O Facebook, maior rede social do mundo, seguiu o mesmo caminho. Aos críticos, Biderman diz que não é capaz, sozinho, de estimular ninguém a cometer o adultério. “Isso é algo que faz parte da vida das pessoas. Somos só uma plataforma”, afirma. “Nenhum site ou anúncio de 30 segundos na TV vai convencer ninguém a trair. As pessoas traem porque a vida não funciona para elas.”

Depois não querem que rotulem o casamento como uma instituição falida, mas será que ainda dá para acreditar em fidelidade??

Fonte: Época

 

 

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