Fim da Lei de Moore causará crise econômica, diz cientista

Em novo livro, Michio Kaku afirma que fim da ideia de duplicação periódica de poder de chips por volta de 2020 diminuirá interesse dos consumidores.

A famosa Lei de Moore sobre a duplicação de densidade e poder dos transistores de chips a cada dois anos não apenas irá acabar como seu final pode significar um desastre econômico quando acontecer, segundo previsão do respeitado cientista Michio Kaku em seu novo livro “Physics of the Future”. (A conhecida “lei” foi criada nos anos 1960 pelo co-fundador da Intel, Gordon Moore.)

Kaku afirma que as companhias de computação dependem de uma leva de novos produtos que praticamente dobrem o poder de cada novo aparelho do equivalente de um ou dois anos atrás. Se não houver mais a Lei de Moore para impulsionar o aumento no poder de processamento na computação, essa cultura de upgrade irá fazer com que o interesse do consumidor diminua.

“Por volta de 2020 ou logo depois disso, a Lei de Moore vai gradualmente parar de ser verdadeira e o Vale do Silício pode lentamente se transformar em um cinturão enfraquecido a não ser que seja encontrada uma tecnologia substituta”, diz o cientista.

“Os transistores serão tão pequenos que teoria quântica ou física atômica irão assumir o lugar e os elétrons irão sair dos fios elétricos. Neste ponto, de acordo com as leis da física, a teoria quântica assume”, diz Kaku, fazendo referência a uma das leis mais temidas da ciência, o principio de incerteza de Heisenberg.

Seu argumento é direto. Uma vez que a unidade mais básica da computação – o elétron com um comportamento mensurável dentro de um fio elétrico – se torna incerta, como certamente acontecerá nessa escala, a era do silício chegará ao fim. Qualquer coisa menor que isso e a ciência não tem como saber onde será preciso colocar um elétron para ele funcionar em um transistor.

Os pronunciamentos de Kaku sobre os limites da Lei de Moore não são exatamente novos e já foram discutidos desde que o próprio Moore os apresentou na década de 1960. Há seis anos, por exemplo, até mesmo Moore viu problemas em aplicar a fórmula exponencial ao ambiente de computação dos dias atuais, apesar de executivos da Intel continuarem fazendo pronunciamentos otimistas em público.

Mas a tese de Kaku é interessante por focar nas consequências econômicas desse final e a extensão a qual empresas de alta tecnologia e economias inteiras estão vulneráveis.

Ele nos lembra do quanto o mundo veio a depender da força da computação que agora é tido como completamente certo. Por exemplo, o chip primitivo contido dentro de um cartão de “Feliz Aniversário” tem mais poder de processamento do que as forças aliadas tinham à sua disposição em 1945, quando terminou a 2ª Guerra Mundial.

“Hitler, Churchill ou Roosevelt podiam ter matado para ter esse chip. Mas o que nós fazemos com ele? Após o aniversário, jogamos o cartão e o chip fora”, diz.

Via IDGNow

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s