Organização realiza estudo sobre pirataria em países emergentes

“Media Piracy in Emerging Economies” aponta que não há relação direta entre pirataria e crime organizado e traz capítulo específico sobre o Brasil.

A SSRC (Conselho de Pesquisas Científicas Sociais, em tradução livre) divulgou na quarta-feira (16/3) um relatório que, de acordo com a organização, é o primeiro estudo independente e de larga escala a respeito da pirataria de bens digitais em países emergentes, com foco principalmente no Brasil, Índia, Rússia, África do Sul, Bolívia e México.

O Media Piracy in Emerging Economies traça um panorama a respeito do comércio ilegal de filmes, discos, softwares e derivados nesses países. O estudo relaciona o crescimento da pirataria ao barateamento das tecnologias digitais ao redor do mundo e ressalta como os governos falharam até agora em deter esse tipo de mercado, que ganha força principalmente, de acordo com o documento, por causa das leis de copyright e do crescimento de lobbies industriais.

Entre as principais conclusões a respeito das razões da pirataria então os altos preços de bens multimídia nas nações emergentes – uma cópia de um CD, DVD ou do MS Office, por exemplo, chega a custar de cinco a dez vezes mais do que nos EUA ou Europa – e que não há ligação direta entre a pirataria e o crime organizado, ou mesmo com o terrorismo.

 

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Com 426 páginas, o documento tem um capítulo de mais de 50 páginas dedicado ao Brasil, e cita casos famosos como a comunidade Discografias no Orkut, (famosa por reunir links para que os usuários baixem CDs de músicas e que chegou a ser retirada do ar, voltando tempo depois) e o site Legendas.tv, responsável por distribuir gratuitamente legendas para filmes e seriados. No site do estudo, há, inclusive, uma citação do músico e ex-ministro da cultura Gilberto Gil, que classificou o estudo como matéria obrigatória “para quem estiver preocupado com copyright e sua aplicação”.

O estudo, que demorou três anos para ser concluído e contou com a ajuda de mais de 35 profissionais, está disponível em PDF em inglês e está sob licença Consumer’s Dilemma e pode ser baixado gratuitamente para uso não comercial em países em desenvolvimento – a identificação é feita via endereço de IP e, após um rápido cadastro, o usuário tem acesso ao arquivo. Países desenvolvidos precisam pagar oito dólares para ter acesso ao PDF. Há ainda a opção para comprar a edição impressa, que sai por 28 dólares.

Por Cauê Fabiano, para o IDG Now!

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