Falso site para ajudar vítimas no Japão desvia dinheiro de internautas

Um site com o suposto objetivo de arrecadar dinheiro para as vítimas do Japão funciona, na verdade, como isca para que internautas deem dinheiro espontaneamente para golpistas. A empresa de segurança Trend Micro divulgou nesta quarta-feira o alerta (16) após identificar uma página com esse propósito (o endereço http://www.japan{BLOCKED}.com teve parte removida  na divulgação, pois o site ainda estava ativo). É provável que existam diversas páginas com o mesmo propósito e, por isso, o internauta deve ficar atento à procedência da instituição com a qual está contribuindo.

Segundo a Trend Micro, os criminosos por trás desse ataque “também alteraram o recurso de blog do site e inseriram posts que se parecem com publicidade, possivelmente com o intuito de aumentar o ranking do site em ferramentas de busca”.

O “Convergência Digital” divulgou que os golpistas também já começaram a mandar e-mails passando-se por instituições e organizações que pedem ajuda para o Japão. Algumas dessas mensagens, identificada pela empresa de segurança Symantec, chegam à caixa de e-mail marcadas como urgente.

Apesar dos exemplos de golpes, a tecnologia também vem desempenhando um papel importante — e positivo — após o terremoto e tsunami que atingiram o Japão, na sexta-feira (11). O exemplo mais recente é o da estudante japonesa Akiko Kosaka, de 20 anos, que descobriu pelo YouTube que sua família estava bem, após três dias sem notícia dos parentes.

Akiko estuda na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e foi avisada pelos amigos sobre o vídeo. O conteúdo, originalmente produzido por uma equipe japonesa de TV, mostra sua irmã mais velha segurando um cartaz no qual diz que a família está bem. A casa da família da estudante, na cidade costeira de Minamisanriku, foi a única do local a resistir ao tsunami.

O Facebook publicou em sua página oficial de ajuda em desastres globais mapas com a evolução dos comentários sobre o forte terremoto seguido de tsunami. Ao mostrar a viralidade com que a notícia do desastre atingiu a rede social, o Facebook espera incentivar os usuários a espalharem informações sobre como ajudar o país.

É a primeira vez que a rede social mostra a evolução de atualizações por tempo e local. No Brasil, as primeiras mensagens sobre o desastre no Japão chegaram aos perfis no Facebook no dia 11, às 2h42 no fuso horário do Pacífico (ou 6h42 no horário de Brasília).

Vários sites, além do Facebook, reúnem informações para ajuda ao país. O principal deles é o Google Crisis Response, página que reúne informações sobre boletins de desastre, funcionamento de trens, blecautes, mapas úteis, últimas notícias e telefones de emergência. Outro site disponível pelo Google é o Person Finder, para quem procura desaparecidos ou deseja informar o paradeiro de pessoas.

Via UOL Tecnologia

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