Que tal um ‘Baby Watson’ em sua empresa?

Que tal ter um Baby Watson dentro de seu data center? A possibilidade de criação de um filhote do supercomputador que venceu o programa de TV ‘Jeopardy’ foi citada por um alto executivo da IBM durante o IBM Pulse 2011, conferência sobre serviços gerenciados promovida pela empresa esta semana em Las Vegas (EUA).

“Poderia ser um Mini Watson ou Baby Watson, especializado em determinado assunto de interesse da empresa. Por que não?”, provocou o vice-presidente sênior e executivo do grupo de Software e Sistemas da IBM, Steve Mills. Em sua visão, o ‘Baby Watson’ poderia servir como assistente de profissionais como engenheiros elétricos ou farmacêuticos – profissões que exigem alto grau de especialização.

O Watson é apenas mais uma das soluções citadas pela IBM durante o Pulse, que reúne na capital mundial do jogo um público de mais de 7 mil pessoas interessadas em questões de gerenciamento de serviços – que, como a empresa faz questão de ressaltar, extrapolou há muito o ambiente abstrato de TI para cuidar também do mundo físico mediante o uso de todo tipo de tecnologia, principalmente aquelas que, como o Watson, ajuda a decidir em situações críticas.

“Está claro que precisamos fazer convergir os mundos digital e físico”, disse o vice-presidente de gerenciamento integrado de sistemas da IBM, Scott Hebner, na apresentação que abriu a conferência na segunda-feira (28/2). “Entramos numa nova era que promete transformar o mundo. Nosso planeta está ficando ‘smart’”, sentenciou, numa referência ao mote ‘Smart Planet’ utilizado pela empresa.

Impacto econômico
Falando para uma plateia de técnicos, gerentes e CIOs, Hebner foi enfático: “[A questão] não é sobre tecnologia, é sobre o impacto econômico da tecnologia.” Se antes os sistemas de gerenciamento cuidavam apenas da infraestrutura de TI, hoje eles podem se estender para o chão de fábrica, frotas de caminhões, dutos de petróleo e distribuição de eletricidade, entre outros.

“A implantação de uma distribuição ‘smart’ de água fez reduzir em 36% as reclamações dos consumidores, que agora podem visualizar, pela Internet, quanto estão consumindo de água em tempo real”, disse, na apresentação inaugural, o gerente de produtos Tivoli da IBM, Daniel Sabbah. O exemplo em questão é da companhia de água e esgotos da capital dos Estados Unidos, a DC Water.

O uso de sensores para estender o poder dos serviços gerenciados é apenas uma parte da equação rumo à eficiência financeira, aponta a IBM. A outra parte inclui diversas iniciativas, muitas delas conhecidas, como computação em nuvem, federação de dados e virtualização de servidores – tudo para racionalizar o uso da infraestrutura de TI.

Foi essa racionalização que ajudou um dos maiores aeroportos da Europa – o Schiphol, em Amsterdam (Holanda), que como o aeroporto de Congonhas sofre com a fala de espaço para expansão – a ampliar sua capacidade de 50 milhões de bagagens por ano para 70 milhões, e a reduzir em 60% as ocorrências de atraso ou desvio de bagagens, conforme testemunho apresentado no evento.

Ou a iniciativa, também anunciada no IBM Pulse, de ajudar – mediante a oferta de soluções de serviços gerenciados – a companhia ferroviária suíça SBB a melhorar ainda mais a pontualidade de seus trens com a detecção de 50% de problemas na rede antes que elas ocorram ou afetem a qualidade do serviço.

Hora e vez da eficiência
A busca da eficiência dentro e fora dos data centers é a bola da vez no cenário global, indica a IBM. Para explicar a situação na TI, por exemplo, Steve Mills apoiou-se em números: o executivo revelou que o ‘universo digital’ do planeta é estimado em 1,2 zetabytes, valor que cresce 50% por ano; mas, deste total, contudo, 25% são dados originais e 75%, cópias – um claro desperdício de tempo e recursos.

“Quem mantém redes de servidores poderá dizer quantos FTPs têm de fazer para mantê-los atualizados”, provocou Mills. Há outros impactos que sequer são considerados em sua plenitude. Existem 36,2 milhões de servidores no mundo e os data centers dobraram seu consumo de energia em cinco anos. “Os custos de energia e de trabalho são os que causam maiores impactos atualmente”, destacou.

A resposta para essa situação de desperdício em TI passa pela adoção de tecnologias como consolidação de servidores e virtualização, apontou Mills. “As tecnologias chave são virtualização, servidores escaláveis, redes convergentes, SOA, computação em nuvem e gerenciamento de serviços end-to-end”, enumerou. “O fato é que, quanto menos você tem, menor o custo.”

O exemplo vem de casa. Depois que transformou seus servidores menores em 3.900 imagens rodando em 30 mainframes da série Z, o TI da IBM afirma ter reduzido a necessidade de espaço de data center em 85% e economizado 4,1 bilhões de dólares nos últimos cinco anos. “O mainframe é um exemplo de consolidação por excelência”, disse Mills. “Quando usado corretamente, é o que dá a melhor relação custo-benefício.”

Na AL, oportunidades
A proposta da IBM de ampliar a noção de sistemas gerenciados, de TI para o mundo físico, já mostra consequências na América Latina, especialmente no Brasil. “Precisamos de novos parceiros de negócio para trabalhar esse conceito fora de TI”, disse Dalmir Santos, gerente da linha de produtos Tivoli para a América Latina.

A linha Tivoli tem uma papel central na estratégia de serviços gerenciados, explicou Santos. “O Tivoli é o coração do Smart Planet. Ele dá visibilidade aos ativos, depois oferece o controle. Aí pode-se pensar em automatizá-los”, contou. Atualmente, com produtos como o Massimo, é possível gerenciar qualquer dispositivo que tenha um endereço IP, disse.

As oportunidades de serviços gerenciados para um país como o Brasil são muitas, acredita a IBM. O vice-presidente de Software para a América Latina da IBM, Marcelo Spaziani, explica que as aplicações podem incluir o controle da iluminação pública, o gerenciamento de serviços de eletricidade – “há empresas que, com o gerenciamento adequado, permitem ao consumidor devolver energia não utilizada” -, o controle de tráfego nas grandes cidades e a mobilização de serviços públicos em situações de emergência.

É para esses casos que foi criada pela prefeitura do Rio de Janeiro, em parceria com a IBM, um centro de operações centralizado – que, entre outras atribuições, terá a capacidade de prever chuvas fortes e colocar em ação os serviços de emergência da cidade, para evitar tragédias. Não por acaso, será no Brasil, em novembro, a próxima conferência Smarter Cities da IBM. Seja nas empresas ou no cotidiano do cidadão, os sistemas gerenciados mostram que vieram para ficar.

Via Computerworld

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