GVT inicia oferta de TV paga em 2011, avisa presidente

A estratégia da operadora é oferecer uma solução híbrida, envolvendo satélite e banda larga, independente da aprovação do PL 29.

Depois do movimento de consolidação no mercado brasileiro de telecomunicações, o próximo passo do setor será a disputa pelos serviços de TV paga. O que tende a gerar uma nova onda de investimentos e de fusões entre as teles. A opinião é do presidente da operadora GVT, Amos Genish, que pretende se antecipar para essa mudança. Ele informa que pretende entrar em breve na área de televisão por assinatura, considerada uma das prioridades da empresa para 2011, juntamente com sua expansão para o mercado paulista e fluminense.
Genish afirma que não deve esperar a aprovação do PL 29, como ficou conhecido o projeto de Lei que tramita no Senado, com o intuito de autorizar as operadoras de telefonia a prestar serviços de TV por assinatura. Mas ele acredita que as novas regras causarão uma grande mudança no setor de telecomunicações. “Todos vão competir nesse mercado e acho que será a próxima onda de investimentos”, prevê o presidente da GVT, controlada pelo grupo francês Vivendi.

Embratel, Oi e Telefônica já têm empresas para operar TV paga, mas esse serviço ainda tem baixa penetração no Brasil, e segundo a GVT, oferece pouca diferenciação. Por acreditar que o segmento abre uma janela de oportunidade, a companhia decidiu se preparar para lançar sua oferta até junho de 2011.

O modelo que a operadora vai adotar é uma solução híbrida, que usa o satélite para broadcasting de TV e banda larga para serviços interativos, independente da aprovação do PL 29. Para operar, a empresa precisará apenas de uma licença da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de Direct to Home (DTH), para transmissão de TV por satélite, que segundo Genish, leva no máximo 90 dias para ser expedida.

Para se diferenciar da concorrência, a GVT pretende aproveitar a experiência de sua controladora Vivendi para entregar uma oferta diferenciada. “Vamos oferecer TV por assinatura inovação e interação. As pessoas vão poder assistir um show que passou na programação em até 30 dias e voltar a hora que quiserem”, explica o executivo.

Investimentos

Quando questionado sobre a estratégia da GVT para competir com os grandes grupos na oferta de soluções convergentes, Genish admite que o desafio tende a ser maior. “Mas sempre competimos com operadoras grandes e não as novas mudanças do mercado não nos assustam”, observa. Ele admite, no entanto, que a consolidação vai exigir um esforço maior. Para tanto, a empresa ampliou os investimentos de 1,1 bilhão de reais previstos para 2010, para 1,5 bilhão de reais – dos quais, 500 milhões de reais provenientes de uma linha de crédito aberta pela Vivendi.

Uma parte desses recursos vai financiar a ampliação da companhia no mercado nacional, com entrada da operadora em novos mercados. Entre as geografias prioritários estão São Paulo e Rio de Janeiro com o lançamento dos serviços de telefonia fixa para o segmento de varejo, que inclui o assinante doméstico e pequenos e médios negócios.

O primeiro passo para estreia no mercado paulista foi dado com a abertura dos escritórios em Sorocaba e Jundiaí. Ao longo do ano, a empresa pretende chegar a outras cidades e prevê sua entrada na capital de São Paulo em 2011. “Vamos explorar primeiro o interior e a Grande São Paulo, para depois chegar à capital, que é praticamente um País”, compara Genish.

Até o final do ano a empresa marca presença com serviços para o varejo também no interior do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo em que busca novos mercados, a GVT também está ampliando cobertura em sua região de origem, no Sul e Centro-Oeste do País. O objetivo da operadora conquistar mais nove praças até o segundo semestre de 2011, passando das atuais 92 para 101 cidade.

A arma da empresa para competir com Telefônica em São Paulo e aumentar a disputa com a Oi com são serviços convergentes. A banda larga é seu maior apelo ofertada em ultra velocidade que chega até 100 Mbps. Hoje mais da metade dos assinantes já contrata conexões acima de 10 Mbps e para ampliar a base, a GVT passa a oferecer nos próximos meses a possibilidade de os usuários receberem áudio de shows de artistas da Universal. Além de concorrer a convites para shows, eles poderão participar de chats com suas bandas preferidas e receber mensagens deles. O objetivo, segundo, Genish é ser um operadora de conteúdo e não apenas de infraestrutura.

Com todo esse esforço, boa parte da receita da GVT vem do segmento de varejo, que hoje representa 75% do faturamento da companhia. Porém desse total, 25% são pequenos negócios e 50% serviços prestados aos assinantes domésticos. Grandes corporações respondem pelos 25% restantes dos contratos da empresa.

Por Edileuza Soares

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