O IPv6 não é o lobo mau

Não há qualquer motivo para tremer diante do fim da era do IPv4; no futuro, só teremos a ganhar.

Chegamos a um ponto crítico na história da tecnologia, pois faz poucos dias que os últimos blocos de endereços IPv4 se esgotaram para todas as cinco regiões do mundo, delimitadas de acordo com a Internet Assigned Number Authority (IANA).

Para Lynn St. Amour, presidente e CEO da Internet Society, esse era um momento esperado. “O futuro só tem a ganhar com a rápida migração para o IPv6. O modelo antigo é demasiadamente desajeitado para nossas atuais demandas”, celebrou a presidente em um evento de Internet realizado na quinta-feira (3/2).

Por enquanto, as redes IPv4 vão continuar em funcionamento do mesmo jeito que vinham até agora. Segundo a Google, apenas 0,2% de todas as redes do mundo deverão adotar o modelo IPv6 ainda em 2011.

Resta a pergunta sobre que medidas as empresas devem tomar para entrar na nova faixa de endereços.

Impacto nos usuários
Para os usuários, a diferença será mínima. Estes não vão notar qualquer diferença entre navegar no antigo esquema de IP ou no novo.

Quem atualizou os rotadores há mais de dois anos e opera nos sistemas Windows 7 ou Windows Vista não vai precisar aplicar alterações. Sistemas que operam com Windows XP requerem a inserção de uma linha de comando na janela “executar” do Win XP: netsh int ipv6 install – mais nada, para acessar sites usando a nova tabela de alocação de endereços virtuais.

Determinadas distribuições Linux podem requerer alterações mais pontuais. Todavia, usuários do Ubuntu têm à disposição vasta documentação e tutoriais para dar conta dessa migração.

Para 8 de junho, uma quarta feira, está marcado um teste em grande escala. Nesse dia, empresas como a Google, a Yahoo e outras, irão rodar suas redes em IPv6 por 24 horas.

Sem diferença
Apesar de milhões de usuários das plataforma Linux e Windows XP ao redor do mundo não alterarem qualquer configuração em seus sistemas, as empresas participantes esperam não haver qualquer tipo de falha nos sistemas. A Google afirma que 99,95% dos usuários deverão usar o IPv6 sem notar qualquer diferença.

Até lá, vale a pena verificar o seu sistema e descobrir se há qualquer dificuldade em se comunicar com redes IPv6. Entre esse sites estão o ipv6.google.com, o ipv6-test.com e o v6.facebook.com. Para experimentos “no braço” podem ser disparados pacotes ping ( menu iniciar – executar  ping + nº IPv6 – enter) contra endereços IPv6 para verificar a comunicação.

Com lançamento previsto para acontecer de formar gradativa, é esperado que boa parte dos usuários continue usando o IPv4 por mais alguns anos. Quando o novo protocolo estiver aí para valer, poucos notarão a diferença.

(Bruce Gain)
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