Nem só de miojo sobrevive um campuseiro

Na Campus Party deste ano, o que mais se vê nas mesas, além dos computadores, são os potinhos de macarrão instantâneo vendidos no local por uma das marcas patrocinadoras do evento. É a alternativa mais simples: só R$ 2 e um pouco de água quente para matar a fome.

Os campuseiros que quiseram comer no refeitório do evento pagaram a taxa de R$ 177,40 para tomar café da manhã, almoçar e jantar durante os sete dias. Apesar da refeição completa, cada um só pode pegar um prato, o que foi motivo de reclamação para alguns. Ainda assim, quem não pagou pelo pacote de alimentação tem uma série de outras opções para comer.

Por volta das 13h30 desta sexta-feira (21), um homem vestido com avental de cozinheiro passava entre as fileiras de campuseiros oferecendo um vale-almoço promocional de um restaurante na praça de alimentação do evento. Por R$ 15, o cliente levava um prato de arroz, feijão, salada, batatas fritas e uma carne – filé de frango, bife ou calabresa -, além de um refrigerante. Segundo ele, com o vale, “você pode pedir a qualquer hora do dia, até às 4h da manhã”.

Outra alternativa são as pizzarias da região, que deram uma folga para os motoqueiros e chegam a vir de carro para entregar as redondas tamanha a demanda. No portão de entrada, os entregadores esperam o dono da pizza dizer o nome correto antes de entregar o produto. Para não perder a viagem, alguns entregadores chegam a leiloar as pizzas na entrada. “A gente vende pra quem está querendo comprar, a gente pode até fazer um preço mais em conta”, afirmou o entregador Carlos Escaleira. No dia anterior ele tinha entregado mais de 50 pizzas na Campus Party, a última delas às 4h da madrugada.

Logo se percebe que a dieta dos campuseiros não é das mais saudáveis. Nos últimos dois dias, alguns casos de diarréia surgiram entre os participantes da festa, todos eles encaminhados e medicados na enfermaria da Campus. Nesta sexta-feira, dez pessoas já tinham apresentado o mesmo quadro. Danilo Augusto, que veio de Natal, Rio Grande do Norte, para a Campus Party, afirmou que está passando mal desde esta quinta-feira (20) e nos últimos dias só se alimentou da comida do refeitório. “A dor de barriga começou ontem, hoje eu vim aqui na enfermaria e me deram alguns remédios”, disse.

A Dra. Cintia Kajiama, plantonista responsável pela enfermaria nesta sexta-feira (21) afirmou que os campuseiros costumam exagerar, muitas vezes comendo salgadinhos e tomando refrigerantes demais. Para evitar esses problemas, ela aconselha “comer e dormir bem. Também não é bom gritar toda hora e evitar ficar lá fora com essa chuva”

Fonte: Olhar Digital

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