5 coisas que os campuseiros esperam da Campus Party

A programação oficial de palestras, oficinas e exposições da Campus Party só começa mesmo na terça, 18 de janeiro, mas desde domingo, 16, já havia gente esperando a abertura dos portões de mala e cuia (no caso do pessoal do Sul, a cuia é literal e a gente recomenda muito procurá-los e pedir que compartilhem chimarrão!). E, é claro, todos com seu computador pessoal, fiel companheiro durante os próximos sete dias. Nesta segunda, eles arrumaram o acampamento e escolheram um lugar numa das mesas espalhadas pelo Centro de Exposições Imigrantes. Estivemos por lá acompanhando a abertura dos portões e conversando com os campuseiros. Confira 5 coisas que alguns deles esperam da Campus Party.

1- Ser o número 1

Para alguns, não basta ser campuseiro: é preciso ser o campuseiro número 1. Nem que isso signifique chegar às 8h30 da manhã do DIA ANTERIOR e passar cerca de 28 horas na fila. Foi o que fez o programador de jogos digitais Renan Rubio Aleixo, 25 anos, de Telêmaco Borba, Paraná. Ele e seus amigos tiveram de dormir do lado de fora do Centro de Exposições, contando só com uma cobertura providenciada pela organização. Sem lugar para recarregar as baterias de notebooks, que logo descarregaram, o jeito foi passar o tempo jogando baralho. “A gente tem que ser bom em não fazer nada”, disse Paulo Marcelo Gonçalves, 18 anos, amigo de Renan. “Nós sempre quisemos ser os primeiros. Vimos que o número 1 do ano passado chegou no dia anterior, às 21h. Então decidimos chegar de manhã!”, conta Renan, ostentando todo feliz o seu crachá especial de campuseiro número 1.

2- Ampliar os contatos profissionais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A semana dos paulistas Adriano Nakamura (30 anos) e Suelane Cristina (22 anos) não será só de diversão. Eles são voluntários e ajudam na organização da Campus Party deste ano. Adriano veio em todas as edições realizadas no Brasil e Suelane só perdeu a primeira. “É viciante”, diz ela. Além de assistir a palestras bacanas, a intenção é fazer contatos profissionais – tanto para conseguir trabalhos, como para trocar conhecimento. “A Campus Party é quase uma visão de uma empresa da geração Y. Aqui, juntamos diversão e trabalho, estamos sempre fazendo as duas coisas. E, como somos todos amigos, um ajuda o outro”, diz Adriano.

3- Baixar músicas, jogos e seriados

Denis brinca com um dos jogos disponíveis na área de simulação e games

O técnico em informática paulistano Denis Ivan Vinheda, 21 anos, chegou com o primo ao Centro de Exposições hoje, às 5h40 da manhã, ansioso para aproveitar a conexão de 10 gbps. Pretende baixar música (ele curte rock) e jogos de terror. “E também quero ver se consigo alguma oportunidade de emprego”, conta. Denis veio bem equipado: trouxe uma mini-geladeira para guardar os energéticos da vida (não tem jeito, quem está acampado uma hora vai precisar deles).

4- Jogar games no Orkut e baixar fotos dos “ídolos”

Pois saiba que a Campus Party não é feita só de nerds marmanjos, não. Maria Clara Souza Reis Guerra, 11 anos, de Teixeira de Freitas, na Bahia, veio passar as férias em São Paulo com os tios e eles não pensaram duas vezes: bora levar a menina para a Campus Party com eles. Ela não está acampada, mas pretende ir para o centro de Exposições todos os dias com o tio, que está trabalhando por lá. Ela conta que tem outros amigos acampados (todos mais velhos, com 14 anos), mas prefere ficar no MSN e no Orkut – além de aproveitar a conexão para baixar fotos dos seus ídolos: Restart, NX Zero, Fresno, Rihanna, Lady Gaga e Ne-Yo.

5- Vestir armadura de Stormtrooper e trazer para o mundo real o que existe no virtual

O paulista Caio Komatsu, de 21 anos, trouxe um item extra na mala: uma armadura de um Stormtrooper, do Star Wars, para adornar sua barraca e lhe servir de vestimenta em alguns momentos. Ele é fã da saga e mantém um blog bem-humorado sobre a saga. Mas sua estadia não se limitará a fazer a alegria dos fãs de Star Wars ou dos jornalistas ávidos por uma boa fotografia: Caio está ansioso pelas palestras, especialmente as relacionadas a mídias sociais (área em que ele trabalha) e espera ampliar a rede de contatos. “O evento é bacana porque reúne pessoas que têm um estilo de vida parecido, que gostam das mesmas coisas”, diz ele, que veio se encontrar com vários amigos que conheceu na internet. “Aqui, trazemos para o real aquilo que é virtual”, conta.

Fotos: Marina Piedade

Fonte: Superinteressante

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