Exército prefere Panda

A Panda Security acaba de levar um contrato de segurança de informação com o  Exército Brasileiro envolvendo a implantação de 37,5 mil licenças de software, treinamento de 700 oficiais, suporte e cooperação tecnológica.

A companhia espanhola venceu com  uma proposta 71 vezes menor que o  ao valor inicialmente estimado pelos militares.  As licenças para dois anos da plataforma Panda Security for Enterprise têm preço normal de R$ 460 cada. Neste projeto, custaram menos de R$ 8.

Somando os serviços agregados, o total ficou em R$ 292,5 mil – nada mal para uma instituição acostumada a gastar em torno de R$ 12 milhões para proteger seus 60 mil computadores espalhados por 600 Organizações Militares (OMs) espalhadas pelo país.

O contrato foi fechado via licitação pública e, segundo explicou nesta quinta-feira, 16, em uma coletiva de imprensa em São Paulo, o country manager da Panda no Brasil, Eduardo D’Antona, o preço agressivo praticado pela companhia não tem nada de dumping: “Foi preço de mercado, tanto que a segunda e a terceira colocadas no processo ofereceram valores apenas 10% maiores”, explica.

O CEO da empresa, Juan Santana, detalha a estratégia. “Este é um contrato que nos permitirá ampliar negócios com esta área de exércitos, não só no Brasil, com novos projetos, mas também em outros países, onde hoje atendemos majoritariamente forças de polícia, como FBI e guarda nacional espanhola”, destaca o executivo.

Uma ampliação de mercado já em vias de andamento, ao que avalia o general Antonino dos Santos Guerra Neto, comandante de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro.

“Atualmente, todas as OMs estão avaliando entrar nesta ata de registro de preço, devido à economia e ganhos proporcionados. Prevemos que em 12 meses todas as 60 mil máquinas estejam operando com as novas soluções, ainda que não haja exclusividade contratual de fornecedor”, ressalta o comandante.

Segundo ele, outras instâncias das forças armadas também são candidatas a usuárias do sistema.

Hoje, as diversas repartições do exército usam uma gama variada de sistemas de segurança da informação, sem padronização, tanto que a Panda cedeu oito meses antes do início da contagem oficial dos dois anos de validade das licenças para que os atuais 37,5 mil usuários contemplados possam migrar para a nova plataforma.

Conforme Santana, 10% da migração já ocorreu, ao longo de 30 dias.

Quanto ao treinamento também previsto no contrato, já foi prestado a 350 oficiais multiplicadores, em três semanas. A outra metade do grupo, formada por operadores, estará capacitada até o fim de outubro.

Na parceria
“Trata-se de um acordo diferente: mudou do modelo de comprador para o de parceiro”, explica Guerra Neto. “Além das licenças, serviços de implantação e suporte, e de treinamentos em diversos níveis, também faremos um projeto de cooperação com o exército, levando um grupo de militares para nossa sede, em Madrid, e para o Panda Labs, em Bilbao, onde conhecerão nossas tecnologias de detecção, prevenção e combate a ameaças cibernéticas”, acrescenta Santana.

O CEO explica que não haverá transferência de tecnologia: o alto escalão da TI do exército brasileiro irá conhecer o trabalho da Panda, partindo daí para possíveis adequações a suas demandas.

Além da visita, o contrato assegura que o Ccomgex faça acompanhamento das ocorrências de tráfego em sua rede, encaminhando tudo à Panda por uma via de acesso direto à estrutura do Panda Labs.

A empresa espanhola, por sua vez, terá de responder ao exército num prazo máximo de 24 horas, informando detalhes técnicos sobre mapeamento dos códigos enviados, os procedimentos recomendados para proteção das informações da organização brasileira e as respectivas vacinas.

Monitoração constante que, conforme o general Guerra Neto, é mais do que necessário.

“Diariamente, passa de cem o número de tentativas de ataque à nossas redes. Temos 12 centros de telemática, e estes são os principais alvos. Nunca sofremos um ataque capaz de por em risco operações ou informações críticas, mas é uma luta diária para evitar que isso aconteça”, revelou o comandante.

Ameaça real
Guerra Neto define o que tanto ele quantos os executivos da Panda taxam de “guerra cibernética” como uma ameaça real ao país, em caso de descuido na área de segurança eletrônica.

Os tanques militares, por exemplo, são susceptíveis a ataques às estruturas de TI.

“Há muita Tecnologia da Informação embarcada em um tanque. São sensores, controles de armamento, entre outros itens. Não se pode deixar em risco o controle disso”, afirma.

Já o CEO da Panda ressalta a possibilidade de ataques a servidores, paralisando atividades. O executivo exemplifica com casos ocorridos na Europa, onde hackers atuam em uma espécie de sequestro das redes.

“Eles formam verdadeiras máfias! Se organizam, reúnem 13 milhões de computadores acessando um servidor, por exemplo, para paralisar o sistema. Depois, pedem dinheiro para desfazer a ação e liberar a máquina”, detalha.

Pega ladrão!
Ainda segundo Juan Santana, a legislação ainda peca muito quando o tema é TIC. O executivo espanhol defendeu a criação de redes internacionais de cooperação entre países, alegando que nunca um mallware criado em um lugar gera consequências no local de origem, mas em outro; e pediu mais rigor na punição dos cibercriminosos.

“Um criminoso digital tem de ser punido como o que é: um ladrão. O hacker passou da fase em que trabalhava para conseguir reconhecimento com suas invasões. Hoje, eles se armam em bandos e estão em busca de dinheiro. Roubam pessoas, empresas, governos, não há outra definição senão roubo”, ressaltou.

Mão na massa
Além de bradar, a Panda também age na busca pelas soluções que requisita às autoridades: a companhia, em parceria com outras empresas privadas, que somam fornecedores e usuários de soluções de segurança, fundou o Conselho Nacional de Cibersegurança da Espanha.

A organização trabalha nos mesmos moldes da parceria com o exército brasileiro: as organizações enviam suas demandas ao conselho, que com isso recolhe material para pesquisa e desenvolvimento, além de devolver soluções.

O exército mais um milhão
A empresa espanhola está no Brasil desde 2005, mantendo média de crescimento na casa dos 100% todo ano, segundo D’Antona.

Até o ano passado, atuava por meio de uma distribuidora local, a PS Brasil. Este ano, comprou o canal e passou a ter uma subsidiária local, que hoje é a única da América Latina e a 13a em volume de vendas na operação global, atendendo a uma base de um milhão de usuários, entre pessoas físicas e empresas.

Além da unidade, a Panda mantém 300 revendas no país e mais de dois mil pontos de venda no varejo, segmento em que é a segunda maior em volume de comercialização de antivírus por aqui, segundo o diretor para a área, Ricardo Bachert.

No mundo
Globalmente, a empresa mantém 56 escritórios, oferecendo soluções traduzidas em 23 idiomas para clientes de 195 países.

Gláucia Civa cobriu o anúncio oficial da parceria entre a Panda e o Exército a convite da Panda Security

Fonte: Baguete

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