Passe segurança nas vendas on-line

Consumidores ainda têm receio de comprar pela internet. Saiba como driblar esses medos e conquistar os clientes

Por Sandra Turchi*

Para obter sucesso no e-commerce, é fundamental atentar-se para alguns fatores determinantes, atacando de frente aqueles pontos que geram maior receio nos consumidores em suas compras on-line.

O principal receio para que as pessoas não comprem na web está relacionado, inicialmente, a aspectos financeiros, como fraudes ou clonagem de cartão de crédito. O segundo é o medo de não receber o produto adequadamente, e o terceiro é a falta de contato com o produto.

Para reduzir esses e outros medos dos e-consumidores, o lojista deve investir em um site bem estruturado e preocupar-se com aspectos de segurança contra riscos de invasão por hackers, por exemplo. Há empresas especializadas nisso.

Outro ponto relevante com relação à segurança é a utilização de ferramentas de pagamento seguro, nas quais o varejista on-line poderá contar com um serviço que funciona da seguinte forma: o cliente que está comprando efetua o pagamento a uma empresa parceira ou “intermediária” e não diretamente à loja. Essa empresa parceira funciona como uma “depositária” dessa compra. Esse parceiro é informado pelo cliente se o produto foi recebido corretamente e só então ele efetua o pagamento à loja que vendeu o produto. Além disso, o cliente tem até 14 dias para reclamar e ter seu dinheiro de volta, caso algum problema ocorra. Isso, sem dúvida, traz maior segurança e transparência ao processo. Esse mecanismo todo é chamado de “gateway de pagamento”. Essas empresas parceiras cobram uma taxa, mas não do lojista, e sim do cliente. O lojista não tem custos de adesão e ainda tem a opção de receber um adiantamento das compras realizadas a prazo.

Há ainda outras opções que têm evoluído, como o pagamento ou transferência de valores diretamente – inclusive, há um aplicativo do Twitter para isso, chamado Twitpay. Esses novos formatos têm como alvo os altos custos das operações de cartão de crédito, bem como a demora em receber os valores pelos lojistas.

O segundo ponto, que é o receio de não receber o produto corretamente, deve ser atacado com uma operação logística adequada, que ofereça uma entrega rápida e segura ao cliente, bem como uma logística reversa, que é a possibilidade de o cliente trocar ou devolver o produto no caso de quaisquer problemas.

O tratamento para o terceiro ponto, que é a falta de contato com os produtos, é um pouco mais complexo, pois virtualmente ainda não conseguimos transmitir sensações como tato e olfato, por exemplo. Entretanto, o que pode ser feito nos sites de e-commerce é utilizar várias formas de apresentação dos produtos, com fotos de diferentes ângulos, vídeos, informações com relação a tamanhos e formatos, indicações de outros usuários que já compraram aquele produto, enfim, uma ampla gama de dados que contribuem para dar mais conforto e segurança ao cliente no seu processo de tomada de decisão de compra.

Essas são apenas algumas medidas que devem constar no planejamento da loja virtual para reduzir a sensação de insegurança dos novos e-buyers. Pense nisso e boas vendas!

* Sandra Turchi é especialista em marketing digital e e-commerce, Superintendente de Marketing da ACSP – Associação Comercial de SP, Coordenadora do curso “Estratégias de Marketing Digital” da ESPM, palestrante e articulista

Blog: http://www.sandraturchicom.br
http://www.twitter.com/sandraturchi

Fonte: PEGN

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